Discover Nikkei Logo

https://www.discovernikkei.org/pt/interviews/clips/538/

Buscando na família lembranças dos campos de internamento dos nipo-americanos (Inglês)

(Inglês) O meu pai me contou sobre o internamento há muito tempo atrás. Eu acho que ele me falou sobre isso bem cedo. Eu sei que quando ele me contou, eu não consegui entender bem o que ele quis dizer. Eu era jovem demais, ou naquela época eu estava mais interessado em outras coisas e por isso não consegui realmente entender o que tinha se passado. Mas à medida que você vai ficando mais velho, você começa a ver. Você começa a ver em livros de história, na escola, etc. E sabe de uma coisa, eles dedicam … o que é que eles dedicam? Mais ou menos meia página. Eles mostram uma foto grande de Pearl Harbor e toda essa coisa de como aquilo foi horrível, e então tem esse trechinho sobre o internamento escondido lá no meio.

E quando eu vi aquilo, eu acho que passou pela minha cabeça, “Isso é estranho. Por que eles … o meu pai tinha me falado tudo sobre aquilo, e é estranho que eles não expliquem o que aconteceu de verdade”. E eu sei que com o tempo … Eu não lancei nenhuma cruzada ou algo do gênero para descobrir o porquê. Eu acho que com o tempo, eu armazenei informações e eu comecei a fazer perguntas … Eu perguntava aos meus parentes de vez em quando. Eu perguntava às pessoas, e o engraçado é que eles não me falavam. Eles me davam uma versão aguada das suas experiências nos campos de internamento. Eu acho que isso me incomodou por causa da atitude deles de “não se pode fazer nada”, a atitude shikata ga nai … algo que era útil naquela época, mas hoje em dia, na minha opinião, eu não acho … que para a minha geração essa atitude foi algo … um pouco nocivo, um pouco … algo que a gente queria que nossos parentes mais velhos deixassem um pouco de lado para que pudéssemos aprender a história.

Assim, quando eu estava trabalhando no disco Fort Minor -- meu disco novo, que é um projeto basicamente meu, sozinho. O disco tem como foco as minhas experiências misturadas com minhas idéias criativas. Eu estou compondo toda a música, produzindo todas as canções, fazendo a gravação de cada canção, e assim, de forma lírica, eu queria incluir algumas coisas que são só minhas. Então eu mencionei esse assunto um pouquinho, fiz uma entrevista com meu pai, que é o segundo mais jovem de 13 filhos … quer dizer, nem todos estão vivos, mas eram 13 filhos. E minha tia, que é a mais velha. Ou seja, são duas perspectivas. Ele tinha mais ou menos 3 anos. Ela estava na casa dos 20 anos quando … nos anos 40, quando eles foram internados e eu consegui … eu acho que consegui um ótimo “insight” sobre o que aconteceu.


Forte Minor (banda) aprisionamento encarceramento música Campos de concentração da Segunda Guerra Mundial

Data: 16 de janeiro de 2006

Localização Geográfica: Califórnia, Estados Unidos

Entrevistado: Chris Komai and John Esaki

País: Watase Media Arts Center, Japanese American National Museum

Entrevistados

Michael Kenji Shinoda nasceu e cresceu em Agoura Hills, um subúrbio no norte de Los Angeles. Seu pai era nipo-americano e sua mãe era de descendência européia. Shinoda começou a estudar música aos três anos de idade, quando passou a ter lições de piano. Mais tarde, no segundo gráu e continuando durante seus anos de estudo no Art Center College of Design em Pasadena (Califórnia), Shinoda e seus amigos formaram uma banda chamada Xero. Problemas com direitos autorais os forçaram a trocar o nome da banda para Hybrid Theory, e finalmente, Linkin Park. Desde o lançamento em 2000 do seu primeiro álbum, Linkin Park tem obtido grande sucesso. Em 2002, eles ganharam o Grammy de “Melhor Performance de Rock Pesado” pela sua canção “Crawling” (Rastejando). O grupo ganhou outro Grammy em 2006 pela sua colaboração “mash-up” com Jay-Z chamada “Numb/Encore”.

Em 2005, Shinoda lançou seu primeiro álbum solo, The Rising Tied, contendo canções de hip-hop que ele escreveu e produziu através da marca Fort Minor. Uma das canções no álbum “Kenji” foi inspirada por uma visita ao Museu Nacional Japonês Americano que o levou a entrevistar familiares que haviam sido encarcerados em campos de concentração americanos durante a Segunda Guerra Mundial. Trechos das entrevistas com seu pai e tia foram incorporadas à canção.

Apesar dele ter seguido carreira no mundo da música, Shinoda continua a expressar sua criatividade visualmente. Ele supervisiona os estilos e designs de todos os materiais impressos e online do Linkin Park. Além disso, foi ele quem criou as capas dos álbuns do Linkin Park e Fort Minor.

Apesar de estar envolvido em numerosos projetos, Shinoda arrumou tempo para ajudar várias instituições de caridade. Além de dar início a uma bolsa no Art Center College of Design, ele se envolveu com organizações tais como a United Way, Denshō, Make-A-Wish Foundation e o Museu Nacional Japonês Americano. Ele participou na Parada da Semana Nikkei em Los Angeles como Chefe Honorário da Parada de 2005. Além disso, ele recebeu o Prêmio de Excelência do Museu Nacional Japonês Americano pelas suas contribuições artísticas à cultura americana. (19 de outubro de 2006)

Eric Nakamura
en
ja
es
pt
Eric Nakamura

Andando de skate em Manzanar (Inglês)

Co-Fundador e Editor de Giant Robot

en
ja
es
pt
James Hirabayashi
en
ja
es
pt
James Hirabayashi

A vida como adolescente no campo de concentração (Inglês)

(1926 - 2012) Estudioso e professor de antropologia, liderou a fundação de estudos étnicos como disciplina acadêmica

en
ja
es
pt
Mas Kodani
en
ja
es
pt
Mas Kodani

A diversão no campo de internamento (Inglês)

Ministro do Templo Budista Senshin e co-fundador do Kinnara Taiko.

en
ja
es
pt
Mas Kodani
en
ja
es
pt
Mas Kodani

Apreciando a abertura do grupo de Taiko Kinnara (Inglês)

Ministro do Templo Budista Senshin e co-fundador do Kinnara Taiko.

en
ja
es
pt
Mas Kodani
en
ja
es
pt
Mas Kodani

A Dança do jardineiro nipo-americana (Inglês)

Ministro do Templo Budista Senshin e co-fundador do Kinnara Taiko.

en
ja
es
pt
Yuri Kochiyama
en
ja
es
pt
Yuri Kochiyama

Escondendo fatos que aconteceram no campo de concentração (Inglês)

(1922–2014) Ativista política e de direitos civis.

en
ja
es
pt
Yuri Kochiyama
en
ja
es
pt
Yuri Kochiyama

Isseis são trabalhadores (Inglês)

(1922–2014) Ativista política e de direitos civis.

en
ja
es
pt
Yuri Kochiyama
en
ja
es
pt
Yuri Kochiyama

O lado positivo do campo de concentração (Inglês)

(1922–2014) Ativista política e de direitos civis.

en
ja
es
pt
Akira Watanabe
en
ja
es
pt
Akira Watanabe

O taiko, um elemento que representa a força (Espanhol)

(n. 1974) Diretor do Ryukyu Matsuri Daiko no Peru

en
ja
es
pt
Archie Miyatake
en
ja
es
pt
Archie Miyatake

Pai descreve a importância de fotografar a vida no campo de concentração (Inglês)

(1924–2016) Fotógrafo e empresário.

en
ja
es
pt
PJ Hirabayashi
en
ja
es
pt
PJ Hirabayashi

Levando o Taiko nipo-americano ao Japão (Inglês)

Co-fundadora e diretora de criação do San Jose Taiko

en
ja
es
pt
Grayce Ritsu Kaneda Uyehara
en
ja
es
pt
Grayce Ritsu Kaneda Uyehara

A importância da educação para contar fatos omitidos (Inglês)

(1919-2014) Ativista de direitos civis e indenizatórios pela encarceração dos nippo-americanos durante a II Guerra Mundial.

en
ja
es
pt
Jeanne Wakatsuki Houston
en
ja
es
pt
Jeanne Wakatsuki Houston

O impacto inicial da vida no campo de concentração (Inglês)

(n. 1934) Escritora

en
ja
es
pt
Jeanne Wakatsuki Houston
en
ja
es
pt
Jeanne Wakatsuki Houston

Numa conversa com o sobrinho nasce um romance (Inglês)

(n. 1934) Escritora

en
ja
es
pt
George Abe
en
ja
es
pt
George Abe

Realizing Importance of Birthplace

(n. 1944) Tocador de taiko e flauta

en
ja
es
pt

Discover Nikkei Updates

CRÔNICAS NIKKEIS #13
Nomes Nikkeis 2: Grace, Graça, Graciela, Megumi?
O que há, pois, em um nome? Compartilhe a história do seu nome com nossa comunidade. Inscrições já abertas!
NOVIDADES SOBRE O PROJETO
NOVO DESIGN DO SITE
Venha dar uma olhada nas novas e empolgantes mudanças no Descubra Nikkei. Veja o que há de novo e o que estará disponível em breve!